02 setembro 2010

Mais selinhos!!

Oi gente!
Meio sumida como sempre, mas faz parte da minha rotina a falta de tempo... Meu chefe saiu de férias sexta passada e só volta dia vinte e um, então a correria tá enorme! Mas vamos ao que interessa!
Ganhei mais dois selinhos!
O primeiro veio da Maria Thereza, que tem um blog lindo e uma filhotinha idem, a Lara, que nasceu em 29/08/2010! Ela é uma bonequinha.. Mas voltando ao presentinho, ei-lo aqui:


Bom, eu devo dizer o que é magico pra mim... Lógico que primeiramente eu pensei, ser mãe oras! Mas pensei um pouquinho mais e conclui que mais mágico ainda é a vida. Pois foi ela que me permitiu ser mãe, esposa, filha, amiga e tudo mais. É a vida que me ensinou muita coisa em pouquíssimo tempo, e pra ela sim é mágica. Cada dia mais...

Além desse, ganhei outro selinho da Lua, e este eu nunca tinha visto:

Adorei a iniciativa! E Sim, eu leio muito com a Gabi... Aqui em casa temos pilhas de livros, sejam da faculdade(meus e do marido), os de literatura mesmo e mais os de historinha da Gabi... São muitos!
A Gabi adora, principalmente um grandão que chama "Primeiras 100 palavras", que em cada página traz figuras reais e os nomes. Tem cachorro(au-au), carro(bumbum), trator(bumbum vovô) e muitas outras. Ela também tem dois livrinhos de banho, emborrachados, que tornam o banho diário menos, digamos assim, catastrófico. Ela ganhou recentemente dois pequeninhos, um das cores e outro das formas, e já conhece o roxo (oxo), o vermelho (meio) e o verde(vedi).
Como a Lua, sempre fui muito rato de biblioteca, e tenho uma lista mega grande do que eu já li. Quero incentivar muito a Gabi nesse sentido, já que conhecimento só traz benefícios!

Bom meninas, por hoje é só!

Beijos

25 agosto 2010

Das coisas ruins e boas da vida

Sabe quando você tá cansada? assim, acabada. Peguei uma gripe forte na terça-feira passada, fiquei mal mas mesmo assim tinha aula, trabalho, casa e filha ? Aí fui levando... E pra me ajudar a cidade tá tapada de fumaça, me sinto morando em São Paulo, aí os olhos ardem, a boca seca, a garganta arde, eu fico tossindo igual velho e tudo parece só piorar....

E pra me deixar um pouquinho mais triste hoje minha prima me mandou as fotos do casamento dela. Sim, eu sei que casamento é pra ser feliz, mas é que o pai dela, um tio que eu sempre adorei, faleceu alguns dia após a cerimônia. E hoje, olhando as fotos em que ele entra com ela percebi que ele estava chorando, muito emocionado, e percebi que talvez ele soubesse...Assim como minha , que queria muito viajar para a praia, mesmo doente. Ela foi em uma quarta, voltou na outra e faleceu no domingo seguinte, com o desejo realizado...

Sei que esse blog não é pra falar de coisas tristes, mas quero que a Gabi cresça e saiba que as vezes mamães também ficam tristes e perdem um pouco a paciência.. mas que isso não demonstra falta de amor, pois me sinto transbordando de amor por ela, pelo papai e por todas as pessoas que fazem a diferença na minha vida...

Mas chega de tristeza ? Fiquei beeeem feliz de ganhar meus primeiros selinhos da blogosfera. Aí vão eles:


A regra é dizer em que situação você lançaria esse olhar Garfield pra alguém... E me lembrou de quando eu estava com a Gabi na praça, ela tinha um dois meses e era (como hoje) a cópia exata do pai. Aí uma senhora vem e me pergunta se eu sou BABÁ dela!!!!!!! Sim, lancei esse olhar e larguei um 'Não, é minha mesmo, eu que pari.' E sai andado...ooo povinho metido!

Já esse outro é pra enumerar cinco motivos pelos quais eu amo ser mãe...

Pois bem, eu amo ser mãe porque:
* não há nada melhor do que acordar ao som de um 'mamaiiinn'...
*faz com que você perceba que o mundo vai bem além de seu umbigo e que é bom começar a se preocupar com aquele serzinho lindo e indefeso...
*é tudo de bom ver o maridão cuidando da pequena, ensinando mil coisas, e a maternidade (e paternidade) só nos deixou mais unidos(pois quem aguenta um RN em casa aguenta tudo!)
*ter um filho lhe dá objetivos na vida, lhe ensina a administrar melhor o tempo e faz com que a vida fique mais leve
*e por fim, pois é muito emocionante receber um abraço ou um beijo assim, do nada, simplesmente porque você existe!

20 agosto 2010

Manifesto 2

Eu já fiz um post aqui sobre o manifesto criado pelas meninas do Grupo Cria, que eu apóio totalmente. Hoje recebi um email lindo delas dizendo que já foram 700 assinaturas!! Tá, eu sei que é pouco pro tamanho desta blogosfera, mas adorei saber que eu participei disso, e sem mim seriam apenas 699...

Então meninas, assinem o manifesto no site, é tudo de bom!

Beijooss!!

P.S: recebi dois selinhos lindos, preparando um texto beem especial pra publicá-los! Brigado pelo carinho Lua e Clarinha!

10 agosto 2010

Para o papai...

Sim, este post está atrasado dois dias, mas o papai vai entender né?

Quando se fala em pai, o primeiro que eu lembro, antes mesmo do meu, é o papai da Gabi. Aquele ser durão, que dizia que 'homem não chora nem por dor nem por amor', mas que se derreteu quando você nasceu minha filha. E a partir daquele momento ele se revelou o melhor pai que eu já conheci, pois está sempre presente para o que você precisar.
Foi ele que te ensinou a sorrir, a jogar bola, a brincar de carrinho e de boneca. É por ele que você chama quando acorda, feliz pois ele ainda está deitado. É com ele que você escutou o 'Maiden' que hoje você reconhece, e cada vez que toca, aonde for, você diz 'Papai Maiden'.

E sabe do que mais eu lembro filha? De quando você ainda estava aqui, guardadinha, e papai passava as madrugadas conversando com você, te contando segredos que hoje vocês parecem compartilhar com um simples olhar de cumplicidade. Hoje você faz de tudo com ele, desde dormir abraçada a dançar em cima dos pés dele. E não pode ser a mamãe pra dançar, tem que ser ele!

A relação construída entre vocês é linda de se ver, mas é mais linda ainda de se vivenciar. Me sinto orgulhosa de fazer parte dessa 'mini-familia' e de ver esse amor crescer cada dia mais. Tenho certeza que daqui a alguns anos quando te perguntarem que é teu melhor amigo, tu não vais pensar duas vezes pra responder ; "MEU PAI".

Feliz Dia dos Pais papai!
Te amamos muito!







P.S: Um parabéns também pro 'bisa' Germano, que hoje completa 80 anos!!! E vô, lembra que a gente combinou que você tem que dançar valsa com a Gabi nos 15 anos dela né? Não esquece! Te amamos!

26 julho 2010

Divagando

Pensando na vida, percebi que a Gabi escolheu à hora de vir ao mundo, e não foi só na hora do parto não. Ela não se importou se eu ainda não tinha terminado a faculdade, se eu estava de enrolada até o pescoço em problemas familiares, ou se seu pai e eu não éramos casados. Ela foi o espermatozóide mais esperto, ultrapassou todos os outros, entrou no quentinho do meu útero quando quis e de lá só saiu quando chegou sua hora.
Eu não lidei muito bem com a notícia da gravidez em um primeiro momento. E como poderia, se cada pessoa que ficava sabendo parecia que havia descoberto que eu tinha o meu fracasso bem ali, crescendo em meu ventre? Conto nos dedos de uma mão os parabéns sinceros que recebi, de pessoas amigas de verdade e que encararam a vinda da Gabi como a benção que é. A grande maioria das pessoas que me cercam via minha gravidez como um erro. Aliás, eu cheguei a ouvir isso diretamente: “Poxa, você é tão inteligente, como pôde vacilar desse jeito?” “Esse erro vai atrapalhar teu futuro” e coisas muito piores, impublicáveis aqui.
E olha que eu nem engravidei muito nova, não. São casos e mais casos de adolescentes grávidas, meninas de 13, 14 anos tendo filhos, enquanto eu, do alto dos meus 20 anos à época da gravidez seria considerada velha pra ter o primeiro filho no séc. XIX.
Hoje, filhos parecem ser um mimo reservado para quem tem dinheiro para criá-los... É preciso que se tenha plano de saúde, enxoval milionário, berços futuristas, baba eletrônica, e todo um aparato estritamente desnecessário, já que para criar um filho o que mais se precisa é amor!
Para os que pensam na parte financeira, sim, eu estava ferrada quando engravidei. No meio da faculdade, sem casa própria ou qualquer condições de gastar cinco mil reais em um carrinho de passeio. Mas o bom é que nem mamãe nem papai ligavam à mínima pra isso, pois se não pudermos comprar, emprestamos um carrinho de alguém! Aí me diziam que gastaria um salário mínimo entre fraldas e leite. Mas pra que leite artificial, se mamãe esta aqui, disponível e transbordante de leite natural? E fraldas? Não gastamos 10% do estimado por mês.
Agora, se você acha que primeiro tem que ter muito dinheiro para dar ‘segurança’ ao seu filho, só lamento, mas quando você estiver bem empregada e achar que é a hora, decidirá viajar. Depois, trocar de carro. E de apartamento. E talvez um curso de especialização. E aí, minha amiga, uma hora será tarde demais... Pois o corpo, ao contrário do que pensamos muitas vezes, segue seu curso natural. Podemos esconder rugas com botox e cabelos brancos com tinta, mas o relógio biológico continua seu tic-tac...
Assim, enquanto a maioria das pessoas ao meu redor vê minha filha como um freio, eu a vejo como um motorzinho que me impulsiona a querer sempre mais, a melhorar para que ela tenha uma mãe cada dia melhor. Se ela for uma pedra no meu caminho, é um baita de um diamante. E é pra sempre, como eu sempre quis.

23 julho 2010

Entre nascer e bem nascer...

Acabei de ler esse texto no blog da Lia e não poderia ter achado mais perfeito e pertinente...

Confesso que antes de ganhar a Gabi nunca teria pensado que alguém fazia cesárea por opção, escolhendo o dia e todas essas coisas. Pra mim nascer é natural e, portanto, deve ser feito dessa forma. A única ‘cirurgia para nascimento’ que havia presenciado havia sido da minha irmã, pois a mesma estava em sofrimento fetal e nasceu de 30 semanas...

Sei que para muitas isso é escolha, mas acho de um egoísmo imenso a escolha do nascimento por signo ou data comemorativa, sendo que essa escolha não é nossa e passa por fatores maiores e mais complexos do que podemos entender..

Enfim, fica o belíssimo texto retirado do site do Núcleo Bem Nascer:

POR QUE TER UM PARTO NORMAL?

Uma reflexão sobre o nascimento nos nossos dias

Nos dias de hoje, em que a saúde tem-se beneficiado de inúmeros avanços científicos e tecnológicos, com surgimento de técnicas cirúrgicas cada vez mais seguras, associadas a procedimentos anestésicos e antibióticos de última geração, é comum ouvirmos, não só de mulheres grávidas, mas também de pessoas da comunidade, a seguinte pergunta: Por que ter um parto normal?

Por que ter um parto normal? Se eu posso agendar uma cesareana no dia mais confortável para mim, minha família e meu médico, se posso inclusive consultar os astros e saber o dia de nascimento que trará maior sorte ao meu filho?

Por que ter um parto normal? E passar por um processo demorado, que não posso controlar, não posso prever, não posso me preparar de antemão?

Por que ter um parto normal? E passar horas sentindo dor, me sujar de sangue e líquido amniótico, expor meu corpo e minha vagina num processo tão anti-higiênico?

Por que ter um parto normal? E ter minha vagina alargada pela passagem do bebê, que pode até rasgar tecidos do meu períneo e depois ter que levar pontos no local?

Por que ter um parto normal? Para que ter um parto normal?


Porque o parto normal prepara a mulher para a maternidade. E a maternidade é imprevisível, é incontrolável. Ser mãe é se ver diante de situações para as quais a mulher não foi preparada, e nunca será.

O nascimento de um novo ser é um momento sagrado. A data marcada para sua chegada neste mundo é determinada por fatores ainda desconhecidos por nós, humanos controladores. Talvez nunca iremos saber, mas quais os efeitos da retirada de bebês do útero na hora marcada por seus pais, sem que eles tenham sinalizado que estavam prontos para nascer? Como será esta geração de pessoas que foram “nascidas artificialmente”?

Ao contrário do que muitos pensam, o parto normal pode ser um momento de extremo prazer e crescimento para a mulher, para o casal. Durante as contrações uterinas é liberado o hormônio do amor, a ocitocina, que também é liberado durante o orgasmo feminino. É durante o trabalho de parto que o útero se abre, e este é o único momento em que o útero se abre na vida da mulher, preparando-a para se abrir e se entregar à sua cria.

O parto normal é sim, doloroso, como doloroso é o processo de crescimento de uma mulher que atinge a maternidade plena. E, sabiamente, toda mulher encontra métodos de alívio para suas dores, suas angústias, seus medos. Assim, também, toda mulher encontra métodos de alívio para as dores do parto: posições confortáveis, banhos de imersão, de aspersão, massagens... pessoas.

As pessoas, amadas, escolhidas pela mulher para acompanhar seu crescimento e ajudá-la no enfrentamento das dores femininas, também estarão presentes no seu parto. Seu companheiro, sua melhor amiga, sua mãe. Assim, também, estará lá seu médico obstetra. Este ficará ao seu lado e interferirá somente se necessário.

Este é o parto humanizado: um parto respeitoso, em que a mulher é a protagonista do nascimento do seu filho. Em que a dor não é vista como doença, mas como uma marca do processo de crescimento da mulher, agora mãe.

Um parto em que obstetra e anestesiologista trabalham juntos para que a mulher tenha alívio farmacológico da dor, se assim ela desejar.

Um parto onde o pediatra assiste o recém-nascido sem invadir a privacidade da mãe e do bebê, respeitando este o momento único de reconhecimento dos dois, pele-a-pele, em cima do ventre materno.

Um parto que remete à espontaneidade da criança, à força da mulher, à ligação parental.

Em todo o mundo tenta-se diminuir as taxas de cesareana, que devem ser de 15%, segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde. Nos países de primeiro mundo, em cada 10 mulheres, apenas uma tem cesareana. No Brasil, na rede privada, em cada 10 mulheres, 8 têm cesareana.

A cesareana desnecessária rouba da mulher o protagonismo do seu parto. E, se não bastasse, aumenta sua chance de ter várias complicações, como infecções, hemorragia e morte. A cesareana diminui o vínculo mãe-bebê e se associa com maior taxa de insucesso na amamentação. Bebês nascidos de cesareana têm maior risco de dificuldades respiratórias e internação em unidade neonatal.

Depois da primeira cesareana, a chance de ter um parto normal diminui.

Diante de tudo isto, surge, então, uma nova pergunta: Se hoje pode-se ter um parto respeitoso, com alívio da dor por métodos naturais ou com anestesia peridural, se pode-se ter privacidade e companhia de pessoas amadas, se pode-se escolher quais posições ficar no parto, se o parto normal tem tantos benefícios para as mulheres e para os bebês.... por que as mulheres ainda temem o parto normal?

Dra. Quésia Tamara M.F.Villamil
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"Para mudar o mundo há que se mudar a forma de nascer" Michel Odent