A Gabi sempre foi pequena. Nunca me importei muito com a tabela, curva do crescimento, percentil e eteceteras, mas quando a sua filhotinha de dois anos e meio usa roupas tamanho 1 ou 18 meses, aí aquela pulguinha atrás da orelha começa a incomodar...
Enquanto ela mamava no peito sempre ganhou peso, ficando na curva verde, raramente na amarela da carteira de vacinação. Quando ela começou com as papinhas só melhorou, pois ela ama comer e come simplesmente qualquer legumes, verduras e grãos que a gente dê pra ela.
Com um ano ela fez o primeiro exame de sangue, mais para ver a anemia do que para outra coisa. O resultado deu levemente alterado, e a pediatra só pediu pra que a gente continuasse com as vitaminas e o sulfato ferroso. E assim seguimos. Depois de uma ano e meio ela foi liberada, e continuou a comilança normalmente.
Inclusive, a Pediatra já fez um cálculo entre a minha altura e a do papai, que indicou que a Gabi terá, no máximo, um metro e cinquenta e cinco quando crescer. Ou seja, não tem como querer que ela seja gigante se os papais são pequeninhos né?
Com relação a comida, na escolinha ela é sempre elogiada pelas professoras, pois enquanto algumas crianças comem só arroz ela come todas as variedades de comida, inclusive saladas. Eles tem nutricionista e todos comem a mesma coisa, sem porcarias, salgadinhos e demais bobagenzinhas, mas cada um escolhe na hora do almoço. E a Gabi escolhe TUDO e come, limpando o prato.
Agora com dois anos e meio, consulta e exames de rotina, a anemia deu alterada (de novo, aff), só que dessa vez, segundo a Pedi, foi uma anemia 'diferente', que não é a de falta de ferro (ou feijão). Aí para ter certeza ela pediu novo exame de sangue, mais complexo e feito em Belo Horizonte, que requereu uma seringa cheia de sangue e o post de segunda...
Então era isso, agora é esperar o resultado e rezar pra não ser nada.
05 julho 2011
04 julho 2011
Traumas
Por que não basta ser mãe, tem que traumatizar, né?
Hoje você tirou sangue filha, para refazer uns exames. Na primeira vez você tinha por volta de
um ano, chorou um pouco na hora, mas ganhou um pirulito (o primeiro!) e logo esqueceu. E eu
deixei comer o pirulito, pq me deu um dó...
Na segunda vez você foi toda feliz (sem saber aonde ia), conversou com as enfermeiras, deixou puxarem sua blusinha, e só se ligou o que era na hora da picada. Chorou, contou para todas as professoras da creche e quis mostrar o curativinho de bichinhos que ganhou. Doeu, mas passou.
Mas hoje, ai filha, hoje foi muito doido, até pra mim. Chegamos no hospital (o laboratorio é dentro) você estava feliz, conversando, sem perceber nada. Brincou com outra criança e ficava dizendo "vão chamai a Gabi mamain?", querendo que chamassem o seu nome. Quando entramos na sala e você viu a agulha, percebeu o que era e começou a chorar. A técnica era um amor, tentou te acalmar, prometeu balão, mas você chorava desconsolada. Quando começou de verdade eu quase chorei junto, só não perdi a força pra te segurar por que isso é pro teu bem. Mas foi duro, viu?
Principalmente quando você olhava e dizia "Tá doeeeendo tia, tilaa do meu bacinhooo"...
E aquela seringa não enchia... Tanto que tivemos que pegar a veia no outro braço, pois precisava
de bastantinho sangue (exame complicado, feito em fora do RS inclusive - Belo Horizonte).
No final você parou de chorar, mas a mãe aqui e a 'tia' estavam quase chorando...
Você já saiu quietinha, com um balão em cada mão, mas eu não tive coragem de te levar pra escolinha hoje.Liguei pro papai que estava na aula e organizamos um revezamento pra te deixar feliz em casa, principalmente com o frio de -1ºC que fez hoje na nossa cidade.
Mas eu sei que cada vez que você passar no hospital, ao invés de dizer que os nenéns nascem ali, você vai dizer que é 'lugai de izami' e chorar... Dores necessárias filha, das que você terá muitas na vida(infelizmente)
Hoje você tirou sangue filha, para refazer uns exames. Na primeira vez você tinha por volta de
um ano, chorou um pouco na hora, mas ganhou um pirulito (o primeiro!) e logo esqueceu. E eu
deixei comer o pirulito, pq me deu um dó...
Na segunda vez você foi toda feliz (sem saber aonde ia), conversou com as enfermeiras, deixou puxarem sua blusinha, e só se ligou o que era na hora da picada. Chorou, contou para todas as professoras da creche e quis mostrar o curativinho de bichinhos que ganhou. Doeu, mas passou.
Mas hoje, ai filha, hoje foi muito doido, até pra mim. Chegamos no hospital (o laboratorio é dentro) você estava feliz, conversando, sem perceber nada. Brincou com outra criança e ficava dizendo "vão chamai a Gabi mamain?", querendo que chamassem o seu nome. Quando entramos na sala e você viu a agulha, percebeu o que era e começou a chorar. A técnica era um amor, tentou te acalmar, prometeu balão, mas você chorava desconsolada. Quando começou de verdade eu quase chorei junto, só não perdi a força pra te segurar por que isso é pro teu bem. Mas foi duro, viu?
Principalmente quando você olhava e dizia "Tá doeeeendo tia, tilaa do meu bacinhooo"...
E aquela seringa não enchia... Tanto que tivemos que pegar a veia no outro braço, pois precisava
de bastantinho sangue (exame complicado, feito em fora do RS inclusive - Belo Horizonte).
No final você parou de chorar, mas a mãe aqui e a 'tia' estavam quase chorando...
Você já saiu quietinha, com um balão em cada mão, mas eu não tive coragem de te levar pra escolinha hoje.Liguei pro papai que estava na aula e organizamos um revezamento pra te deixar feliz em casa, principalmente com o frio de -1ºC que fez hoje na nossa cidade.
Mas eu sei que cada vez que você passar no hospital, ao invés de dizer que os nenéns nascem ali, você vai dizer que é 'lugai de izami' e chorar... Dores necessárias filha, das que você terá muitas na vida(infelizmente)
15 junho 2011

Resgatei essa imagem do manifesto do grupo cria que aconteceu um tempo atrás só pra dizer que as vezes eu gostaria realmente de largar o Direito e exercer a minha outra profissão 24 x 7.
A de mãe em tempo integral.
Por que não há nada mais difícil do que sair de casa de manhã e levar uma filha doentinha pra creche, e também não é nada legal ter que levar a pequena no 'Foiuumm' ao invés de ir na pracinha só por que a mamãe aqui deixou um prazo pra ultima hora.
Difícil, muito difícil.
08 junho 2011
Escatologias
Filha, você anda MUITO escatológica ultimamente...
"mamaaaaiiinn, tem um miioo (milho) no meu cocô!!" (E explicar como funciona a digestão e a imunidae do milho a este processo hein?)
"mamaaiiiinn, eu fiz um cocô de cobrinhaa!!" (pior que era parecido memso, hehehe)
"ooo-ouu, fiz um punzão fidiiido" (e ainda anuncia...)
"papai ta no banheiio fazendo cocô?" (qualquer coisa que se vá fazer no banheiro pra Gabi é cocô, impressionante)
"uhhmmm, a boneca feiz um cocô muuutto fidido... toca a falda deia mamain?" (traduzindo: mãe, a sujeira é contigo)
"Gabizinha naum uza mais falda, gabizinha faiz xixi e cocô xó no piniquinho. Gabizinha é uma moxa gandi" (além de ser uma 'moça grande', agora o nome dela mudou, não é mais Gabriela, é Gabizinha. Nem adianta argumentar, ela decidiu e não tem jeito de dissuadir ela disso...)
E pra mim, a melhor de todas:
"naum pixixa toma banho naum, gabizinha ta xeiooosa, naum pixixa de banho, banho é ruim, naum queio toma banho. Xo mamain pixixa de banho, ta fidiiiida, a gabizinha ta muuuto xeioosa".
(tá certo que nem dá vontade de dar (e tomar) banho nesse frio de 5ºC que tá aqui no RS, mas fica fidiiida não dá né? Já pro banho Gabizinha!)
"mamaaaaiiinn, tem um miioo (milho) no meu cocô!!" (E explicar como funciona a digestão e a imunidae do milho a este processo hein?)
"mamaaiiiinn, eu fiz um cocô de cobrinhaa!!" (pior que era parecido memso, hehehe)
"ooo-ouu, fiz um punzão fidiiido" (e ainda anuncia...)
"papai ta no banheiio fazendo cocô?" (qualquer coisa que se vá fazer no banheiro pra Gabi é cocô, impressionante)
"uhhmmm, a boneca feiz um cocô muuutto fidido... toca a falda deia mamain?" (traduzindo: mãe, a sujeira é contigo)
"Gabizinha naum uza mais falda, gabizinha faiz xixi e cocô xó no piniquinho. Gabizinha é uma moxa gandi" (além de ser uma 'moça grande', agora o nome dela mudou, não é mais Gabriela, é Gabizinha. Nem adianta argumentar, ela decidiu e não tem jeito de dissuadir ela disso...)
E pra mim, a melhor de todas:
"naum pixixa toma banho naum, gabizinha ta xeiooosa, naum pixixa de banho, banho é ruim, naum queio toma banho. Xo mamain pixixa de banho, ta fidiiiida, a gabizinha ta muuuto xeioosa".
(tá certo que nem dá vontade de dar (e tomar) banho nesse frio de 5ºC que tá aqui no RS, mas fica fidiiida não dá né? Já pro banho Gabizinha!)
26 maio 2011
Pérola
Começou com:
-Gabi, como é o nome da mamãe?
- Amanda
Bonitinho né? Sim, até você começar a me olhar e dizer assim:
-Amanda, queio comê banana.
-Despulpa Amanda.
-Amanda, qué ih na pacinha.
E por aí fomos. E eu dizendo "Gabi, não é Amanda, é mamãe". E você? Nem tchum pra mim, só na risada sapeca...
Resultado? Se me você me chama de Amanda, não respondo. Ou pergunto com quem você tá falando. A resposta? "com a mamainnn Amanda"
Posso contigo Gabriela?
P.S: a tática de não responder anda funcionando, além da explicação que 'os outros' podem me chamar de Amanda. Você? Só de mamãe!
-Gabi, como é o nome da mamãe?
- Amanda
Bonitinho né? Sim, até você começar a me olhar e dizer assim:
-Amanda, queio comê banana.
-Despulpa Amanda.
-Amanda, qué ih na pacinha.
E por aí fomos. E eu dizendo "Gabi, não é Amanda, é mamãe". E você? Nem tchum pra mim, só na risada sapeca...
Resultado? Se me você me chama de Amanda, não respondo. Ou pergunto com quem você tá falando. A resposta? "com a mamainnn Amanda"
Posso contigo Gabriela?
P.S: a tática de não responder anda funcionando, além da explicação que 'os outros' podem me chamar de Amanda. Você? Só de mamãe!
17 maio 2011
O amor pelo vovô
Vô Dico veio passar o fim de semana aqui em casa. Na sexta ele foi junto com o papai te buscar na creche. Segundo o papai, você nem acreditou, ficou uns bons 10 minutos olhando pro vovô até acreditar que ele tava mesmo ali com você.
Ainda na sexta mamãe teve que dar um pulo na faculdade e vocês ficaram sozinhos. Vovô te deu janta, e depois você sentou na mesa jantar com ele e, para variar, roubou mais um pouquinho de comida. Quando cheguei em casa você estava ali, contando a história da 'topera e dos macaquinho' pro vovô. E ele, mesmo sem entender nada, te olhava com uma carinha de tanto amor...
Nessa noite vocês dormiram juntos. Ou melhor, você dormiu quase em cima do te avô, pois ele nem se mexeu com medo de te machucar. E acordaram as sete da manhã pra tomar chimarrão. E você falou tanto minha filha, que parecia que não se viam à séculos! Depois você levou vovô na pracinha que você tanto gosta, e ele se impressionou como você sobe sozinha no escorregador e nos balanços. E, lógico, vovô foi no mercado e comprou danoninho, o presente favorito dele pra você.
E depois do almoço (que você comeu à mesa, ao lado dele) vocês foram tirar uma soneca. Mais uma vez, uma cena linda de ver, os dois grudadinhos... E assim passamos o fim de semana.
Mas na hora de ir embora, aí sim eu quase chorei... Porque você ficou em um desespero tão grande, mas tão grande, que deu vontade de amarrar o vô no pé da cama pra ele não sair mais de perto de você...
E assim terminou o fim de semana, com você chamando o vovô e pedindo pra arrumar a mala e ir lá ver ele. Só mais uns dias filhas, mais uns diazinhos....
Ainda na sexta mamãe teve que dar um pulo na faculdade e vocês ficaram sozinhos. Vovô te deu janta, e depois você sentou na mesa jantar com ele e, para variar, roubou mais um pouquinho de comida. Quando cheguei em casa você estava ali, contando a história da 'topera e dos macaquinho' pro vovô. E ele, mesmo sem entender nada, te olhava com uma carinha de tanto amor...
Nessa noite vocês dormiram juntos. Ou melhor, você dormiu quase em cima do te avô, pois ele nem se mexeu com medo de te machucar. E acordaram as sete da manhã pra tomar chimarrão. E você falou tanto minha filha, que parecia que não se viam à séculos! Depois você levou vovô na pracinha que você tanto gosta, e ele se impressionou como você sobe sozinha no escorregador e nos balanços. E, lógico, vovô foi no mercado e comprou danoninho, o presente favorito dele pra você.
E depois do almoço (que você comeu à mesa, ao lado dele) vocês foram tirar uma soneca. Mais uma vez, uma cena linda de ver, os dois grudadinhos... E assim passamos o fim de semana.
Mas na hora de ir embora, aí sim eu quase chorei... Porque você ficou em um desespero tão grande, mas tão grande, que deu vontade de amarrar o vô no pé da cama pra ele não sair mais de perto de você...
E assim terminou o fim de semana, com você chamando o vovô e pedindo pra arrumar a mala e ir lá ver ele. Só mais uns dias filhas, mais uns diazinhos....
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